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Theatro Municipal do Rio de Janeiro celebra o centenário de “A Sagração da Primavera”

Programa composto por três obras emblemáticas dos Ballets Russes terá entre os solistas Ana Botafogo, Cecília Kerche e Márcia Jaqueline.

Publicado em 16/10/2013, por
Atualizado em 05/11/13 12h43

No ano em que completa cem anos de sua estreia nos Ballets Russes, A Sagração da Primavera, criado originalmente por Vaslav Nijinsky sobre a música de Igor Stravinsky, retorna ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – espaço da Secretaria de Estado de Cultura –, na versão de Millicent Hodson, dando prosseguimento à programação artística elaborada pelo Maestro Isaac Karabtchevsky. O programa do espetáculo, que terá oito apresentações de 19 a 30 de outubro, é completado com L’Après-Midi d’un Faune, com coreografia original de Nijinsky a partir da música homônima de Claude Debussy, e Le Spectre de la Rose, coreografada por Michel Fokine com música de Carl Maria Von Weber, ambos remontados por Tatiana Leskova. Entre os solistas do BTM, dirigido por Sérgio Lobato, estarão as primeiras bailarinas Ana Botafogo, Cecília Kerche e Márcia Jaqueline, além do convidado especial, o bailarino Bruno Cezario. O Maestro convidado Javier Logioia Orbe rege a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

“É com grande satisfação que apresentamos este programa composto por três obras revolucionárias do início do século XX, protagonizadas, seja como bailarino ou coreógrafo, por esta verdadeira lenda do ballet que foi Nijinsky. Quero agradecer a querida Tatiana Leskova, que assina a remontagem das coreografias Le Spectre de la Rose e L’Après-Midi d’un Faune”, comenta Carla Camurati, presidente da Fundação Teatro Municipal.

Le Spectre de la Rose, que abre o espetáculo e terá as primeiras bailarinas Ana Botafogo, Cecília Kerche e Márcia Jaqueline se revezando entre as solistas, foi criada por Michel Fokine sobre música de Carl Maria von Weber e conta a história de uma jovem que ao retornar de seu primeiro baile, cansada pela excitação da festa, adormece em sua cadeira e sonha que a rosa que segura em suas mãos está dançando com ela. Quando a rosa desaparece pela janela, ela acorda, ainda sob o encantamento de seu sonho. O ballet estreou em 1911, em Monte Carlo, com os Ballets Russes, tendo Tamara Karsavina como a jovem e Vaslav Nijinsky como o Espírito da Rosa.

L’Après-Midi d’un Faune foi coreografado por Nijinsky aos 22 anos de idade e se tornou umas das estreias – no Théâtre du Châtelet, em Paris, em 1912 – mais polêmicas da história do ballet, causando enorme escândalo na época e considerado por muitos como o nascimento da dança moderna, juntamente com A Sagração da Primavera. A história do fauno que persegue um grupo de recatadas e belas ninfas rompe os padrões da época ao apresentar os bailarinos sempre de perfil, além de uma coreografia carregada de sensualidade, que culmina com a cena do fauno simulando fazer amor com uma echarpe que a ninfa mais desejada deixa cair ao fugir. O jornal Le Figaro condenou os “movimentos vis de uma bestialidade erótica e gestos de pesada sem-vergonhice”, assim como a polícia foi chamada para a segunda apresentação, que estava lotada. O ballet permaneceu apenas alguns anos no repertório e só voltou à cena nos anos 80, quando Nijinsky já havia morrido, após passar longos períodos em sanatórios, diagnosticado com esquizofrenia, vindo a falecer aos 60 anos, em 1950, em Londres. Rudolf Nureyev comentou anos depois que este era seu papel favorito entre todos.

Composto por Igor Stravinsky para o Ballets Russes, de Sergei Diaghilev, A Sagração da Primavera foi coreografada por Vaslav Nijinsky e estreou no Theatre de Champs-Elysées, em Paris, em 1913. Assim como L’Après-Midi d’un Faune, a obra causou tamanho furor e indignação da plateia que culminou em brigas, vaias e intervenção policial por conta da baderna instaurada. Os passos incomuns e totalmente fora dos padrões, em que bailarinos golpeiam o chão com os pés e se contorcem no palco, o tema pagão em que velhos sábios sacrificam a virgem eleita que dança até a morte no ritual em oferenda ao deus da primavera e a música moderna e dissonante de Stravinsky criaram uma combinação explosiva. A obra foi ganhando reconhecimento com o tempo e, ao longo desses cem anos, recebeu inúmeras versões, de grandes coreógrafos como Maurice Béjart, Pina Bausch e Martha Graham, sendo considerada hoje um divisor de águas na história do ballet. Em 1995, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro adquiriu os direitos exclusivos no Brasil da versão de Millicent Hodson, apresentando duas temporadas de enorme sucesso de público e crítica.

O diretor do Ballet do TMRJ, Sérgio Lobato, observa: “Este programa tem obras de relevância histórica e de um glorioso passado de renomados artistas unidos por um ideal de renovação e de liberdade de expressão. Eles consagraram uma arte instigante e dissonante de sua época”.

A temporada terá mais uma edição do projeto Falando de Ballet. Serão palestras gratuitas com uma hora de duração sobre o espetáculo a ser apresentado – aos moldes das opera talks realizadas habitualmente em teatros europeus –, com início uma hora e meia antes do começo da sessão, no Salão Assyrio. O palestrante será Paulo Melgaço, professor da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (EEDMO), que falará sobre a história das obras musicais e abordará também detalhes desta montagem.

Biografias

Vaslav Nijinsky, coreógrafo (1889-1950)

Um dos maiores bailarinos de todos os tempos, Nijinsky nasceu em uma família de bailarinos em Kiev e cedo começou a estudar na Escola Imperial de São Petersburgo. Aos nove anos já era considerado superdotado para a dança e, aos 16 anos, seu desempenho já era tão assombroso que seus mestres insistiram para que se formasse, mas ele recusou e preferiu continuar os estudos até o fim. Estreou em 1907 e confirmou as previsões de seus professores, sendo logo aclamado pelo público. Sua carreira foi meteórica e em 1909 iniciava sua intensa e conflituosa parceria com Sergei Diaghilev, em seu Ballets Russes, como bailarino principal da companhia, dançando as mais importantes coreografias de Michel Fokine. Muitos acreditam que o incidente que levou ao seu afastamento do Ballet Imperial em 1911 foi na verdade engendrado por Diaghilev para que Nijinsky se dedicasse somente aos Ballets Russes. Logo começou a assinar suas próprias coreografias, como L’Après-Midi d’un Faune, Jeux, Till Eulenspiegel e A Sagração da Primavera. Longe de Diaghilev, seu mentor e amante, em uma turnê sul-americana que havia hesitado em ir, por conta do que uma cigana havia previsto que morreria afogado, envolveu-se e se casou com uma bailarina da companhia, enfurecendo Diaghilev, que o demitiu. Sua saúde mental entrou em declínio e em 1919 teve uma crise nervosa, sendo diagnosticado esquizofrênico e levado à Suíça com sua esposa, para se tratar. Passou o resto da vida em hospitais psiquiátricos e asilos e morreu em uma clínica em Londres, em 1950.

Millicent Hodson e Kenneth Archer, coreógrafa e cenógrafo/figurinista de A Sagração da Primavera

Nascido na Inglaterra e diplomado pela Universidade de Essex, Kenneth Archer é historiador da arte e conselheiro artístico teatral.  Millicent Hodson, americana que vive em Londres, é coreógrafa e historiadora da dança. Diplomada pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, escreveu os livros A Dança de Caráter no Ballet Clássico e Nijinsky’s Crime Against Grace. Archer e Hodson encontraram-se ao realizar pesquisas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, de 1981 a 1986, sobre a versão original de Le Sacre du Printemps. Juntos, reconstruíram o “Sacre” de Nijinsky para o Joffrey Ballet em 1987 e, desse momento em diante, mantiveram seu trabalho conjunto.  Ainda para o Joffrey Ballet recriaram, em 1988, o Cotillon (1932) de Balanchine, com cenários e figurinos de Christian Bérard.  Trabalharam também na reconstituição de La Chatte (1927), de Balanchine, com cenários e figurinos “construtivistas” de Naum Gabo e Antoine Pevsner, para os Grand Ballets Canadiens. Em 1990, remontaram para Carla Fracci vários solos de Isadora Duncan. Com Bruno Menegatti realizaram Medée et ses Enfants, sobre música de Samuel Barber. Keneth Archer e Millicent Hodson ressuscitaram, ainda, o Till Eulenspiegel, que Nijinsky criou em Nova York em 1916 sobre música de Richard Strauss e com cenários e figurinos de Robert Edmond Jones. Hodson e Archer relataram suas pesquisas no Caderno 1 do Théâtre des Champs-Elysées, número dedicado a Le Sacre du Printemps.

Tatiana Leskova, remontadora de Le Spectre de la Rose e L’Après Midi d’un Faune

Francesa de nascimento, Tatiana Leskova educou-se em Paris, tendo herdado de seus pais russos a vocação para o ballet. Em 1932, iniciou seus estudos com Lubov Egrova, primeira bailarina do teatro Maryinsky, aperfeiçoando-se com Boris Kniassef e Anatole Oboukhov. Em 1938, aos treze anos, entrou para a Ópera Cômica de Paris, seguindo-se o convite para ser primeira bailarina do Ballet de La Jeunesse de Paris. Em 1939 foi convidada por Serge Lifar para tomar parte nos espetáculos comemorativos dos 10 anos da morte de Serge Diaghilev, dançando pela primeira vez a Mazurka e o pas-de-deux de Les Sylphides, com Serge Lifar. Em 1939 ingressou no Original Ballet Russe, passando de solista à primeira figura e dançando seu vasto repertório como uma das principais bailarinas. Veio pela primeira vez ao Brasil em 1942, com o ballet Russo do Colonel de Basil. Dois anos depois, voltou para a temporada internacional e, em 1945, instala-se definitivamente no Rio de Janeiro. A partir dessa época, Tatiana Leskova deu aulas, criou coreografias, fundou companhias e várias vezes dirigiu o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. De suas mãos saíram gerações de grandes bailarinos brasileiros. Desde 1989, quase anualmente, tem sido convidada para remontar os ballets sinfônicos de Leonid Massine em Paris, Londres, Nova York, São Francisco, Chicago, Amsterdã e Melbourne.

Javier Logioia Orbe, regência

Flautista, violoncelista e regente argentino, foi aluno de Pedro Ignacio Calderón e de Guillermo Scarabino. Formou-se no Conservatório Nacional de Música, Instituto Superior de Artes do Teatro Colón de Buenos Aires, Academia de Jovens Regentes (Washington, USA) e Academia de Música de Viena. Em 25 anos de carreira, foi regente titular das orquestras sinfônicas de Mendoza, Córdoba e Rosário, da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Estável do Teatro Argentino de La Plata, Orquestra Sinfônica da Universidade de Concepción (Chile) e da Orquestra Filarmônica de Montevidéu (Uruguai), onde realizou pela primeira vez o ciclo completo das sinfonias de G. Mahler, por ocasião do centenário de morte do compositor austríaco. Além disso, é regularmente convidado como regente da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi assistente de Yehudi Menuhin, Zubin Mehta, Jean Fournet e Valery Gergiev, entre outros. Acompanhou a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires em três turnês europeias pela França, Holanda, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Espanha e Grécia. Na música sinfônica, seu repertório inclui os ciclos de sinfonias de Beethoven, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Rachmaninoff, Guy Ropartz, Sibelius, Bruckner, Tchaikowsky, Prokofiev e Mahler. No campo do ballet, dirigiu companhias como o Ballet do Teatro Colón de Buenos Aires, Ballet do Teatro Argentino de La Plata, Companhia Cisne Negro, Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet de Montecarlo, Ballet de Lyon, Ballet do Teatro Nacional de Varsóvia, Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou e Ballet do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. No repertório lírico, dirigiu óperas como Tosca, Stiffelio, Roméo et Juliette, Madama Butterfly, La Bohème, Il Trittico, Don Pasquale, L’occasione fa il Ladro, Nabucco, Attila, The Consul, Belisario, Falstaff, Der Freischütz, MacBeth, Norma e Eugeny Oneguin.

Solistas

Ana Botafogo, primeira bailarina

Ana Botafogo é Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, quando ingressou na importante companhia de dança brasileira após ser aprovada em concurso público. Carioca, Ana Botafogo iniciou seus estudos de ballet clássico ainda pequena. Na Europa, complementou sua formação na Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), na Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França), e no Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra). Foi na França, mais precisamente no Ballet de Marseille, do coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez. Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas. De volta ao Brasil no final da década de 70, a bailarina foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981, juntou-se ao Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Já se apresentou praticamente em todos os Estados do Brasil, com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro ou com Companhias e Academias de Ballet dos diferentes Estados. Dedicada constantemente à divulgação da dança, a bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos Ana Botafogo In ConcertTrês Momentos do Amor. Em 1995, na qualidade de étoile convidada da Companhia de Ópera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do país. Além de brilhar no palco, ela ministra palestras com o intuito de estimular jovens bailarinos aos encantos dessa profissão. Ana Botafogo fez sua despedida dos papéis de repertório, como intérprete de Tatiana, no ballet Onegin, do coreógrafo John Cranko, em agosto de 2012. Ela dividiu o palco com Thiago Soares, Primeiro Bailarino do Royal Ballet. Na estreia, dia 4, foi prestigiada com a presença de Márcia Haydée, atual diretora da Companhia Nacional de Dança do Chile e para quem Cranko criou especialmente a coreografia em 1965. Entre os muitos títulos, recebeu da Prefeitura do Rio de Janeiro o de Embaixador da Cidade do RJ e, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o de Benemérito do Estado. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 ‘Chevalier De L’Ordre des Arts et des Lettres’. Em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional e, em 2002, a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador, por ter-se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à cultura no país. Em 2004, recebeu a Medalha Pedro Ernesto da Câmara Municipal do Rio. Como artista convidada dançou com importantes companhias tais como Saddler’s Wells Royal Ballet, Ballet Nacional de Cuba e no Ballet da Ópera de Roma. É considerada tanto pelo público como pela crítica uma das mais importantes bailarinas brasileiras.

Cecília Kerche, primeira bailarina

Cecília Kerche possui o título de Embaixatriz da Dança outorgado pelo Conselho Brasileiro da Dança, órgão vinculado à UNESCO, por reconhecimento às suas atuações internacionais. Seu nome constitui um dos expoentes mais notáveis surgidos no ballet latino-americano das últimas décadas. Nascida no Brasil, iniciou seus estudos com Vera Mayer, Halina Biernacka e Pedro Kraszczuk, seu maestro e marido. Integra o Ballet do Theatro Municipal do RJ como Primeira Bailarina desde 1992 e, paralelamente, tem sido convidada a se apresentar nos mais renomados Festivais Brasileiros e Internacionais e em Galas em Madri, Moscou, Odessa, Novosibirsky, Tashkent e Ufá (estas cinco últimas na Rússia), Londres, Melbourne, Sidney, Santander, Peralada, Nervi, Jerez, México, Caracas, Santiago de Chile, Assunção, Montevidéu, Buenos Aires, Porto Rico, Dresden, Bruxelas, Antuérpia e Paris, onde tomou parte no espetáculo Les Géants de La Danse, junto à Maya Plissetskaya. Seu vasto repertório inclui diversas versões dos mais importantes clássicos. Apresentou-se junto ao Ballet Nacional de Cuba, Ballet Nacional do Chile e Teatro Colón na Argentina, dançando O Quebra-Nozes em comemoração ao centenário de falecimento de Tchaikovsky, assim como em Companhias na Rússia. No English National Ballet, atuou como Senior Principal Resident Guest Artist em turnês pela Coreia e Inglaterra. Foi aclamada por Mme. Makarova como a melhor intérprete de Odette/ Odile em O Lago dos Cisnes.

Márcia Jaqueline, primeira bailarina

Márcia Jaqueline é natural do Rio de Janeiro. Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, aos 14 anos entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia, como Coppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestras Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle,  Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne, Carmen de Roland Petit e, recentemente, Romeu e Julieta de John Cranko, obtendo grande sucesso de público e de crítica. Também vem representando o BTM em diversas Galas nacionais e internacionais.  No Brasil, nas cidades de Salvador, Londrina, Joinville, Corumbá, São Paulo, Campos, Brasília, Belo Horizonte, Natal, Recife, Campo Grande-MT, Belém, Fortaleza. No exterior, apresentou-se nas cidades de Montevidéu e Punta Del Este, no Uruguai; em Assunción, no Paraguai; e na Gala Internacional de Miami, nos EUA. Márcia tem presença constante, como convidada, em diversas Companhias de Dança em todo o Brasil, tendo tido atuação marcante com a Cisne Negro Cia de Dança, no espetáculo O Quebra-Nozes.

Bruno Cezario, bailarino convidado

Nasceu em Petrópolis, em 1979. Iniciou seus estudos em Jazz, com Katia e Mônica Alves. Em 1994 faz aulas com Renato Vieira de Dança Moderna e com Vera Aragão e Tatiana Leskova de Ballet Clássico e integra a Renato Vieira Cia. de Dança, como bailarino em 1995, e posteriormente também como coreógrafo, onde permanece até 2001. Paralelamente integrante do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro a partir de 1996, onde em 1997, interpreta pela primeira vez o L’Après-Midi d’un Faune, sob a direção artística de Jean-Yves Lormeau. Em 2001 integra o Ballet du Grand Théâtre de Genève – Suíça, o Cullberg Ballet – Suécia em 2004, o Ballet de L’Opéra de Lyon – França em 2005, e em 2007 a Cia. Nacional de Danza – Nacho Duato, em Madri, onde obteve o título de Primeiro Bailarino. Em 2008 retorna ao Rio de Janeiro para a Renato Vieira Cia. de Dança como co-diretor, coreógrafo e bailarino, assinando também trilhas sonoras, figurinos e cenários. Criou A l’Ombre para a Cia. de Ballet da Cidade de São José dos Campos em 2008, e Plástico, para a Cia. Nacional de Danza de Costa Rica em 2010. Bruno assinou figurinos e coreografias para peças teatrais no Rio de Janeiro. Participa do longa-metragem Ensaio de Tânia Lamarca, como coreógrafo ao lado de Renato Vieira e ator/bailarino, e no longa-metragem Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán, como ator. Tem em seu repertório como bailarino, coreografias de Amanda Miller, Andonis Foniadakis, Angelin Preljocaj, Dalal Achcar, Davide Bombana, Deborah Colker, Dominique  Boivin, Gilles Jobin, Giorgio Mancini, Gustavo Molajoli, Ivonice Satie, Jiri Kylian, Jorma Uotinen, John Neumayer, Jean-Yves Lormeau, Johann Inger, João Wlamir, Lar Lubovitch, Luis Arrieta, Lucinda Childs, Martha Graham, Maguy Marin, Mats Ek, Mark Morris, Marcia Haydée, Natalia Makarova, Nacho Duato, Odile Duboc, Philipe Decouflé, Rachid Ouramdane, Renato Vieira, Roberto Oliveira, Saburo Teshigawara, Sacha Waltz,  Shintaro Oue, Tatiana Leskova, William Forsythe e Vaslav Nijinski.

Serviço

Le Spectre de la Rose

Música: Carl Maria von Weber
Coreografia: Michel Fokine
Cenários e figurinos: León Bakst
Poema: Theophile Gautier
Remontagem: Tatiana Leskova
Assistente de remontagem: Pino Alosa
Ensaiadora: Márcia Faggioni
Solistas: Cícero Gomes / Filipe Moreira / Moacir Emanoel
Ana Botafogo / Cecília Kerche / Márcia Jaqueline / Karen Mesquita / Priscilla Mota

L’Après-Midi d’un Faune
Música: Claude Debussy
Coreografia: Vaslav Nijinsky
Cenários e figurinos: León Bakst
Remontagem: Tatiana Leskova
Ensaiadora: Márcia Faggioni
Solistas: Bruno Cezario / Edifranc Alves / Moacir Emanoel
Déborah Ribeiro / Priscila Albuquerque / Renata Tubarão

A Sagração da Primavera (Le Sacre du Printemps)
Coreografia: Millicent Hodson a partir de Vaslav Nijinsky
Música: Igor Stravinsky
Libreto: Nicholas Roerich e Igor Stravinsky
Cenários e figurinos: Kenneth Archer a partir de Nicholas Roerich
Ensaiador: Eric Frederic
Solistas: Karen Mesquita / Priscila Albuquerque / Viviane Barreto / Carolina Neves

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Direção Artística do BTM: Sérgio Lobato
Regência: Javier Logioia Orbe

Temporada:
Estreia: 19 de outubro, às 20h
Dia 24, 25, 26, 29 e 30 de outubro às 20h

Dias 20 e 27 de outubro às 17h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro

Falando de Ballet
Apresentação: Paulo Melgaço
Salão Assyrio / Avenida Rio Branco, s/nº – Centro
Entrada Franca, mediante a apresentação do ingresso

Dias 19, 24, 25, 26, 29 e 30 às 18h30
Dias 20 e 27 às 15h30

Preços:

  • Frisas e camarotes – R$ 504,00
  • Plateia e balcão nobre – R$ 84,00
  • Balcão superior – R$ 60,00
  • Galeria – R$ 25,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade: 2.244 lugares
Classificação etária: Livre
Duração: 70 minutos (com intervalo)

Informações: (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 


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