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Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta Tosca, de Puccini

A história de amor, poder e traição recebe montagem com direção de Carla Camurati no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e solistas premiados, acompanhados pelo Coro e Orquestra do Theatro sob a batuta de Silvio Viegas.

Publicado em 05/09/2011, por
Atualizado em 14/10/11 11h37

Desde sua primeira apresentação há 111 anos, Tosca, de Giacomo Puccini, tem sido uma das óperas mais representadas em todo o mundo, amplamente popularizada por árias como Vissi d’arte vissi d’amore, Recondita armonia e E lucevan le stelle. A partir de 11 de setembro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, estreia nova montagem da obra, com direção e concepção de Carla Camurati. À frente do elenco, estarão as sopranos Sondra Radvanovsky e Eiko Senda revezando-se no papel-título; os tenores Thiago Arancam e Riccardo Massi como Cavaradossi, e os barítonos Juan Pons e Lício Bruno interpretando Scarpia. Carlos Eduardo Marcos (Angelotti) e Eduardo Amir (Sacristão) completam o elenco de solistas. A direção musical e regência da Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal são do maestro Silvio Viegas.

Para contar a trágica história de amor entre a cantora lírica Tosca e o pintor Cavaradossi, Carla – que reuniu colaboradores de longa data como o cineasta e diretor de fotografia Lauro Escorel (iluminação) e Cica Modesto (figurino) – procurou reforçar o caráter dramático da obra:“O que mais chama a atenção em Tosca é, antes de tudo, a música, belíssima. Também a grande densidade dos personagens, próxima dos grandes personagens teatrais. Normalmente a música sublinha a dramaticidade. Em Tosca tem-se também uma rica construção dramatúrgica da personalidade dos personagens”, analisa. “Há muita gente que percebe Tosca como uma louca. Para mim, esta é uma história de amor que deu errado em uma noite de lua cheia. Não era para Tosca nem Cavaradossi terem o fim que tiveram. É uma tragédia, uma história de amor, poder e traição”, acredita. Para a ambientação do espaço cênico a diretora preferiu não utilizar um cenário de gabinete. E buscou referências na pintura: “Quis um espaço em que se brinca com a perspectiva. Por isso recorri a Piranesi que viveu em época próxima da que se passa a trama” explicou. Tosca estreou em 1900, mas sua história se passa em 1800. Giovanni Battista Piranesi morreu em 1778. “Vamos unir projeção, impressão (telão) e o tridimensional. Todos os elementos essenciais para o desenho de emoção que os personagens carregam”, revela.

A ópera

Baseada na peça homônima de Victorien Sardou, a ópera Tosca, de Giacomo Puccini e libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa estreou em 1900, em Roma, e no mesmo ano saiu em turnê mundial, com passagem pelo Brasil. O assessor artístico Bruno Furlanetto assinala o dado histórico: “O carioca teve o privilégio de assistir a uma das primeiras apresentações da ópera ainda em 1900, no Teatro Lírico, interpretada por Emma Carelli no papel-título, poucos meses depois da estreia mundial em Roma”.

1º Ato

Angelotti, um prisioneiro político em fuga, entra na igreja Sant’Andrea della Valle para se esconder na Capela dos Attavanti. Assim que ele desaparece, um sacristão entra cantando o Ângelus. O pintor Mario Cavaradossi está trabalhando no retrato de Maria Madalena, inspirado na Marquesa Attavanti, irmã de Angelotti, que Mario havia visto na igreja. Mario compara a beleza de sua amante, a cantora lírica Floria Tosca, com a de Magdalena (Recondita armonia). O sacristão murmura desaprovação e sai. Angelotti sai do esconderijo e é reconhecido por Mario, seu amigo e simpatizante da causa liberal, que lhe dá comida e o ajuda a se esconder quando ouve a voz de Tosca lhe chamando. Ela entra e, enciumada, reconhece a marquesa, de olhos azuis, na pintura. Ela pede que ele pinte os olhos de negro, como os seus. Ele reafirma seu amor por Tosca (Qual’ occhio al mondo). Quando ela se vai, Mario tira Angelotti de seu esconderijo e oferece sua casa. Um tiro de canhão anuncia que a polícia descobriu a fuga. Vestido com as roupas de mulher que sua irmã deixara escondida na igreja, Angelotti foge com Mario. Enquanto isso o sacristão retorna com meninos do coro, felizes porque corre a notícia da derrota de Napoleão. Em comemoração, haverá uma festa no Palácio Farnese, onde Tosca cantará. A alegria é silenciada com a entrada do Barão Scarpia, chefe de polícia, à procura de Angelotti. Quando Tosca retorna à igreja, Scarpia, desconfiado de que o pintor ajuda o fugitivo, lhe mostra o leque da marquesa, encontrado no local, insinuando que ela e Mario estão juntos. Tomada pelo ciúme, Tosca chora e jura vingança, deixando a igreja. Scarpia manda seus homens a seguirem, certo de que encontrará o esconderijo de Angelotti (Va, Tosca!).

2º Ato

No Palácio Farnese, Scarpia antecipa o sádico prazer de ter Tosca à mercê de sua vontade (Ha piu forte sapore). Seu espião Spoletta retorna sem ter encontrado Angelotti. Para acalmar o Barão, ele traz Mario, que é interrogado enquanto Tosca é ouvida cantando durante o baile de gala no andar inferior. Ela chega a tempo de ver o pintor sendo levado a um cômodo próximo, e ouve dele o pedido para que não conte o que sabe. Mas nervosa com o interrogatório de Scarpia e com o os gritos de seu amante sob tortura, ela não resiste e revela o esconderijo de Angelotti. Neste momento, Sciarrone entra às pressas e anuncia a vitória de Napoleão na Batalha de Marengo, uma derrota para os interesses de Scarpia. Mario ouve e grita em comemoração à notícia (Vittoria!) e é levado à prisão. Scarpia então propõe à Tosca que se entregue a ele em troca da vida de Mario, que está condenado à morte. Ele tenta beijá-la mas ela o repele e, desolada, roga a Deus sem entender o que acontece, já que tem vivido só para a arte e o amor (Vissi d’arte vissi d’amore). Spoletta interrompe para avisar que Angelotti, acuado, se matara ante sua recaptura. Tosca então, para não perder seu amor, cede à proposta de Scarpia, que, em nome da promessa feita, combina com Spoletta, diante de Tosca, uma execução simulada. Ele então se senta para escrever um salvo-conduto para o casal, a pedido de Tosca. Neste momento, ela vê uma faca sobre a mesa e o apunhala. Ela acende duas velas junto ao corpo e um crucifixo sobre o peito de Scarpia e leva consigo o documento.

3º Ato

Os sinos da igreja tocam ao amanhecer enquanto Mario aguarda sua execução no Castelo Sant’Angelo. Em troca do anel que lhe restou, Cavaradossi pede que lhe deixe escrever um último bilhete para Tosca com suas memórias de amor (E lucevan le stelle). Tosca chega e lhe conta o que aconteceu e da promessa da execução simulada, pedindo-lhe para que finja sua morte de forma convincente. Mario acaricia as delicadas mãos que assassinaram Scarpia (O dolci mani) e os dois, felizes, planejam o futuro. Cavaradossi é levado e os soldados atiram. Quando se vão, Tosca corre na direção de Mario e pede que se levante. Ela então se dá conta que o fuzilamento foi real e que Scarpia a enganara. Ao ouvir os gritos dos homens de Scarpia que a perseguem pelo assassinato recém-descoberto, Tosca foge e, encurralada no terraço do Castelo Sant’Angelo, exclama “Perante Deus, Scarpia”, saltando para a morte.

Tosca pelo maestro Silvio Viegas

A música de Tosca é um dos melhores exemplos de criatividade, inventividade e técnica composicional. Puccini consegue transportar para a música todo o drama vivido por cada um de seus personagens. Cada sentimento, seja ele magnânimo, perverso, corajoso, desabonador, é transformado em música da mais alta qualidade. Mas não somente a qualidade melódica ou harmônica dessa ópera é que faz dela única. A escrita de Puccini, ao elaborar temas ou mesmo pequenos motivos para cada situação do drama e as transformações que esses mesmos temas ou motivos sofrem durante a narrativa cênica, é reveladora  de uma visão absoluta da unidade entre música e cena. O interessante é que, mesmo que o ouvinte não se atenha a esses detalhes, eles acabam trazendo uma familiaridade que faz com que a compreensão musical e dramática seja extremamente prazerosa para quem quer que seja.

Os intérpretes

Sondra Radvanovsky, soprano (Tosca)

Vencedora das audições do Metropolitan Opera National Council, em 1995, da competição vocal da George London, em 1997, e do primeiro prêmio da competição Loren L. Zachary Society em 1995, Sondra é bacharel do Young Artists Program e graduada do Lindemann Young Artist Development Program, ambos do Metropolitan Opera, tendo também se aprimorado com estudos avançados no Tanglewood Music Center e no College Conservatory of Music da Universidade de Cincinnati. Sua voz é elogiada pela crítica por seu timbre incomum, vibrato rápido e fraseado intenso, grande flexibilidade e potência no registro agudo, assim como por sua sensibilidade e habilidade cênica. Essas qualidades permitem que seu repertório inclua personagens de soprano lírico, spinto e de coloratura, com estilos e exigências variadas como Lucrezia Borgia, Elisabetta (Don Carlo), Manon Lescaut, Rusalka, Violetta (La Traviata) ou Donna Anna (Don Giovanni). Desde sua estreia profissional como Mimi (La Bohème),em Berwyn, Illinois, sua cidade-natal, e na Europa como Tatyana (Eugen Onegin), já interpretou dezenas de papeis, com destaque para Leonora (Il Trovatore), Elvira (Ernani), Elisabeth (Don Carlos) e Elena (I vespri siciliani), de Verdi, e Roxanne (Cyrano de Bergerac), de Alfano, entre outros.

Eiko Senda, soprano (Tosca)

Nascida no Japão, Eiko Senda conquistou os primeiros lugares no Wakayama Intl. Music Competition e no Takarasuka Intl. Chamber Music Competition, em 1988. Em 2001 venceu o Concurso Maria Callas. Desde 1995, quando mudou-se para o Brasil, foi a personagem protagonista na Maria Tudor, e participou como protagonista da ópera Madama Butterfly, em diversas montagens, em teatros como Alfa, Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Teatro da Universidade de Caxias do Sul, Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis e Teatro da Paz, em Belém. Em 2003, colheu um grande sucesso de público e crítica como Alice Ford, na ópera Falstaff, apresentada no Theatro Municipal de São Paulo. Em 2004 apresentou-se no Festival Amazonas de Ópera com a personagem Gutrune no Crepúsculo dos Deuses, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Amelia em Un Ballo in Maschera e foi Ilara em Lo Schiavo com a Orquestra Municipal de Campinas. Em 2005, no Festival Amazonas de Ópera, foi Gerhilde e Gutrune no Anel do Nibelungo (Wagner), no Festival de Belém interpretou Butterfly, e em Campinas fez Donna Anna em Don Giovanni, além de concertos e recitais nos principais teatros brasileiros. Eiko Senda promove, como diretora musical, concertos de câmara educativos, abertos ao público, na Universidade de São Paulo (FAU em Concerto).

Thiago Arancam, tenor (Cavaradossi)

Vencedor do prêmio ‘Revelação’ do V Concurso Internacional de Canto Erudito Bidu Sayão, em 2004, Thiago se tornou o primeiro brasileiro a ingressar na prestigiosa Academia de Canto Lírico do Teatro Alla Scala de Milão, sob a direção da soprano Leyla Gencer. Em 2005, fez sua estreia neste teatro, onde participou de produções de óperas como Tosca, Madame Butterfly e Le Cid, entre outras. Dois anos depois, recebe, em Bolzano, Itália, o prêmio de melhor voz emergente de 2007/2008 pela Associação Amigos da Lírica L’Obiettivo”. Em 2008 participa de uma turnê aos Emirados Árabes com a orquestra da Accademia do Teatro Alla Scalla e de dois concertos com a Orquestra Camerata Brasil de Brasília, sob a regência de Silvio Barbato. Neste mesmo ano, é premiado em três categorias – Premio Zarzuela, Prêmio do Público e Segundo Prêmio Ópera – no conceituado concurso lírico internacional Operalia, organizado pelo tenor Plácido Domingo, que o escolhe para interpretar Don José em Carmen, no Washington Opera House. Em 2009, estreia como Cavaradossi (Tosca, Puccini), em Frankfurt; Conte Maurizio (Adriana Lecouvreur, Francisco Cilea), no Teatro Regio di Torino; Radames (Aida, Verdi), em Sanxay, França, Pinkerton (Madame Butterfly, Puccini), em Valência, e se apresenta em Londres em um recital em St. John’s (Rosenblatt Recitals), além de participar de dois concertos de Carmen em Kuala Lumpur, com a Orquestra Filarmônica da Malásia.

Riccardo Massi, tenor (Cavaradossi)

O tenor italiano Riccardo Massi vem ganhando rapidamente reconhecimento internacional como tenor spinto. Em dezembro de 2009, fez sua estreia em óperas como Radamés, em Aida, em Salerno, sob a regência de Daniel Oren. Em seguida, cantou sua primeira Cavaradossi na Tosca, com o Salzburg Landestheater e acrescentou Pollione, em Norma, ao seu repertório, em Lima, Peru. No verão de 2010 fez sua estréia no Festivalde Glyndebourne como Malcolm em MacBeth, e na ópera alemã, em outubro de 2010, como Cavaradossi na Staatsoper de Berlim. Neste ano, estreou nos EUA em Tosca com a Palm Beach Opera. Projetos futuros incluem sua estréia em Amsterdam, como Enzo Grimaldo, em La Gioconda, no Concertgebeouw; ao lado de Eva-Maria Westbroek, na Royal Opera House, Convent Garden como Ismael em uma nova produção de Nabucco, no Royale Theatre de la Monnaie como Des Grieux em Manon Lescaut, e em Avignon para sua estréia francesa em Tosca. Ele voltará para a Berlim State Opera, novamente em Tosca, e fará Manrico em Il Trovatore para a Canadian Opera Company, em Toronto, no outono de 2012.

Juan Pons, barítono (Scarpia)

Juan Pons fez sua estréia no Metropolitan Opera House em New York em 1983 com Il Trovatore. Natural de Ciutadella de Menorca (Espanha), ganhou atenção mundial em dezembro de 1980, quando abriu a temporada no La Scala em Milão no papel-título em Falstaff na produção de Giorgio Strehler, dirigida por Lorin Maazel, tornando-se um dos mais famosos barítonos da atualidade. Canta regularmente em La Scala, em obras como Tosca, La Traviata, La Fanciulla del West, Gianni Schicchi, Pagliacci, Cavalleria Rusticana, entre outras. Ao longo de sua carreira, cantou com grandes companhias de ópera, incluindo a Ópera Estatal de Viena, Covent Garden, La Bastille em Paris, Bavarian State Opera, Hamburgo, Munique e Zurique, Gran Teatre del Liceu em Barcelona, Ópera de Roma e Florença, Teatro La Fenice em Veneza, Arena de Verona e Termas de Caracalla. Cantou com Placido Domingo e Luciano Pavarotti na abertura da temporada 1994/1995 no Metropolitan Opera House, em Nova York. Além de sua estréia em Il Tabarro e I Pagliacci na temporada 1994-1995 também cantou Rigoletto, Tosca e Traviata e é um dos poucos cantores que não têm faltado na programação do MET desde sua estréia em 1983. Em 1992 cantou, como convidado especial, na Cerimónia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona. Seu extenso catálogo de gravações inclui Tosca, La Fanciulla del West, Il Tabarro e Aroldo para a CBS / SONY; La Forza del Destino, Madame Butterfly e Cavalleria Rusticana, sob a direcção de Giuseppe Sinopoli, La Traviata, com James Levine, Lucia di Lammermoor e Bobcat para Gramophone Deutsche; I Pagliacci, com Ricardo Mutti, para Phillips; Il Tabarro para London / Decca e Falstaff, com Ricardo Mutti, para a CBS / SONY.

Licio Bruno, barítono (Scarpia)

Considerado um dos principais intérpretes eruditos do Brasil pela crítica especializada, o baixo-barítono Licio Bruno, radicado na Europa desde 1995, desenvolve carreira em palcos da Itália, Espanha, Alemanha, Suíça e Hungria. Há dez anos é artista convidado da Ópera de Budapeste. Prêmio Carlos Gomes de 2004, recebeu seis primeiros prêmios em concursos nacionais e dois internacionais. Em 2002, tornou-se o primeiro brasileiro a interpretar o papel de Wotan em Die Walküre’, de Wagner, durante o VI Festival Amazonas de Ópera. Em 2008, celebrou 20 anos de carreira com o papel-título de Falstaff, no Palácio das Artes (BH) e Theatro Municipal de São Paulo. Acumula em seu currículo as óperas A Flauta Mágica, O Barbeiro de Sevilha, Rigolett,I Pagliacci, Tannhaüser, As Bodas de Fígaro, O Cientista, Romeu e Julieta, La Gioconda, Madama Butterfly e Stabat Mater, entre muitas outras.

Carlos Eduardo Marcos, barítono (Angelotti)

O paulista Carlos Eduardo, graduado em Música e Direito e Mestre em Teologia, estudou canto lírico com Mitzi Frölich, Caio Ferraz e Benito Maresca, tendo também participado de masterclasses com os baixos Yevgeny Nesterenko e Robert Holl.  Seu repertório inclui os principais papéis de baixo nas óperas Die Zauberflöte, Le Nozze di Figaro e Der Schauspieldirektor (Mozart), Otello, Nabucco e La Forza Del Destino (Verdi), Salome, Der Rosenkavalier e Ariadne Auf Naxos (R. Strauss), Il Guarany e Condor (Gomes), Il Signor Bruschino e Il Barbiere di Siviglia (Rossini), Madama Butterfly, Tosca e Gianni Schicchi (Puccini), Hercules (Haendel), A Hand of Bridge (Barber), e das estréias mundiais das óperas brasileiras O Anjo Negro (Ripper), A Tempestade (Miranda), Eros-ion! (Chagas), Olga (Antunes), e O Rei que Ninguém Viu (Travassos), sob a regência de Abel Rocha, Aylton Escobar, Eleazar de Carvalho, Francesco La Vecchia, Gianluca Martinenghi, Ira Levin, Isaac Karabtchevsky, Jamil Maluf, José Maria Florêncio, John Neschling, Kristian Commichau, László Marosi, Luís Fernando Malheiro, Lutero Rodrigues, Naomi Munakata, Sir Richard Armstrong, Roberto Tibiriçá, Samuel Kerr, Víctor Hugo Toro, Walter Lourenção, entre outros. Na área de música sacra e sinfônica já cantou, entre outros títulos, Saul e The Messiah (Haendel), Johannes Passion, Magnificat, Messe H-moll (Bach), Die Schöpfung e Die Sieben Letzten Worte (Haydn), Ein Deutsches Requiem (Brahms), Elias (Mendelssohn), Te Deum (Bruckner), Missa (Bach, Mozart, Haydn, Beethoven, Schubert, Dvorák), Stabat Mater (Rossini, Dvorák) e Les Noces (Stravinsky).

Eduardo Amir, baixo (Sacristão)

Nascido no Rio de Janeiro, graduou-se em Música/Canto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e aperfeiçoou-se em Nova Iorque com Catherine Green. Iniciou seus estudos de canto com o Prof. Victor Prochet no Rio de Janeiro. Na cena lírica já atuou em O Morcego, Il Tabarro, Gianni Schicchi, Traviata, Rigoletto, Guarani e Salomé, todas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Ópera dos Três Vinténs no CCBB-RJ e Teatro da Instalação em Manaus; Manon no Teatro Amazonas e Teatro Alfa (SP); Carmen no Theatro Municipal de São Paulo e Teatro Alfa e Don Giovanni no Teatro Amazonas. Participou da gravação do CD Ópera Brasileira em Língua Portuguesa, pela UFRJ, e também do CD Música Medieval, da Universidade Estácio de Sá. Em 2003, Eduardo Amir esteve na ópera Tosca, de Puccini, no Municipal do Rio de Janeiro, participou da estréia mundial da ópera Anjo Negro, de J.G. Ripper, baseada na peça de Nelson Rodrigues e cantou Bartolo em O Barbeiro de Sevilha no Palácio das Artes em Belo Horizonte. Em 2004, participou da montagem de Romeu e Julieta no Teatro Municipal de São Paulo e na nova produção de Amahl e os Visitantes da Noite, no CCBB do Rio de Janeiro. Desde 2005 está no elenco do musical O Fantasma da Ópera no Teatro Abril (SP). Atualmente cursa o Programa de Pós-Graduação em Música – Mestrado na UNESP.

Silvio Viegas, regência

Natural de Belo Horizonte, Silvio Viegas é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo sido discípulo dos maestros Oiliam Lanna, Sergio Magnani e Roberto Duarte. Ainda jovem, foi agraciado com uma bolsa de estudos, indo estudar regência na Itália. Em 2001, ficou com o primeiro lugar no Concurso Nacional Jovens Regentes, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro. Desde o início de sua carreira tem-se destacado por sua atuação no meio operístico regendo óperas como Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro e A Flauta Mágica (Mozart), Tiradentes (Manuel Joaquim de Macedo), La Bohème (Puccini), O Barbeiro de Sevilha (Rossini), Carmen (Bizet), Cavaleria Rusticana (Mascagni), Il Trovatore (Verdi) e, mais recentemente, Romeu e Julieta (Gounod). Esteve à frente das Orquestras Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica Nova, Sinfônica de Burgas (Bulgária) e Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), entre outras. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes de 2003 a 2005 e, atualmente, é Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais e Regente da Orquestra Ouro Preto.

Serviço

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Programa: Tosca
Música: Giacomo Puccini
Libreto: Luigi Illica e Giuseppe Giacosa
Direção e concepção: Carla Camurati
Iluminação: Lauro Escorel
Figurinos: Cica Modesto
Direção musical e regência: Maestro Silvio Viegas
Dias 11 e 18 de setembro às 17h
Dias 13, 14, 17 e 19 de setembro às 20h

Tosca
Sondra Radvanovsky (11, 14 e 18) e Eiko Senda (13, 17 e 19)

Cavaradossi
Thiago Arancam (11, 14 e 18) e Riccardo Massi (13, 17 e 19)

Scarpia
Juan Pons (11, 14 e 18) e Lício Bruno (13, 17 e 19)

Angelotti
Carlos Eduardo Marcos

Sacristão
Eduardo Amir

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro

Preços:

  • Plateia e balcão nobre – R$ 84,00
  • Balcão superior – R$ 60,00
  • Galeria – R$ 25,00
  • Frisas e camarotes – R$ 504,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 2h45 (incluindo um intervalo de 15min e uma pausa)

Informações: (21) 2332-9191 / 2332-9005

Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 

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