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Theatro Municipal do Rio de Janeiro abre temporada de ballet com ‘Giselle’

Clássico do repertório romântico completa 170 anos.

Publicado em 08/04/2011, por
Atualizado em 17/07/11 15h02

Giselle é apontada como a mais popular personagem de ballet clássico em todo o mundo e sonho de praticamente toda aspirante à bailarina. Clássico do repertório mundial, o grandioso balé homônimo, com 52 personagens, completa 170 anos e ganha o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, a partir do dia 15 de abril para abrir a temporada 2011 de Ballet com um total de oito apresentações. Encenada por algumas das maiores companhias internacionais, a versão assinada pelo coreógrafo inglês Peter Wright integra o repertório do Ballet do Theatro Municipal desde 1982. No papel-título, revezam-se as bailarinas Claudia Mota e Márcia Jaqueline. Filipe Moreira e o inglês Robert Tewsley, artista convidado, se alternam no papel de Albrecht. À frente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal estará o maestro Silvio Viegas. O ballet conta com direção e mis-en-scène de Desmond Kelly. A direção artística do BTM é de Hélio Bejani.

“O fato de Giselle completar 170 anos de existência e de nossa companhia dançá-lo há exatos 60 anos foi a razão de escolhemos a obra para iniciar a temporada de nosso ballet. Além disso, é uma das mais representativas obras do gênero, sempre muito aguardada pelo público e que mantém enorme popularidade quase dois séculos depois de sua criação”, destaca a presidente da Fundação TMRJ, Carla Camurati.

Criado em 1841, ‘Giselle’ foi a segunda obra dentro do estilo romântico, precedida por  ‘La Sylphide’, de 1832. Trata-se de uma tragédia envolta numa atmosfera misteriosa e sobrenatural, que está na origem do Movimento Romântico. É uma obra que vem encantando o público há mais de um século e meio, e constitui-se em um ponto de referência na história da dança.

Giselle’ nasceu a oito mãos: do escritor Theóphile Gautier, do libretista Vernoy de Saint-Georges e da vivência dos coreógrafos Jean Coralli e Jules Perrot. A obra reflete uma nova estética e um novo conceito cênico: o drama-ballet, em que elementos do teatro se harmonizam com a dança. O resultado é um ballet suave e ousado, em acentuados contrastes, que contrapõem o primeiro ao segundo ato. De um lado, o realismo do cotidiano. Do outro, seres incorpóreos e imateriais. A música foi composta por Adolphe Adam em apenas três semanas. Em 1965, o coreógrafo inglês Peter Wright criou a versão de Giselle que se tornaria uma das mais encenadas da atualidade, integrando o repertório das maiores companhias clássicas do mundo como o Royal Ballet, Royal Birmingham Ballet, Ballet de L´Opera de Paris, American Ballet Theater e o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre outros.

“O ballet Giselle mostra nossa companhia dentro de uma de suas principais características; a emoção através da técnica, mostrando não apenas o virtuosismo e a beleza das formas, mas principalmente a fluidez da dança e a poesia do corpo. Proporciona aos nossos bailarinos a oportunidade de evidenciar o papel primordial da expressão facial, para além da gestualidade, na comunicação das diferentes emoções dos personagens e enfatizar a interpretação, sem palavras, como ferramenta principal para fazer o público compreender a história e comover-se com ela”, resume Hélio.

Para o maestro Silvio Viegas, o ballet exige desafios diferentes da regência: “O balé é uma realidade para o maestro tão incomum quanto a ópera. Existe uma flutuação, um ritmo próprio. O guia ainda é a música, mas o maestro precisa acompanhar o ritmo do corpo do bailarino, buscando a todo tempo a expressão entre esses dois grandes signos que são a música e a dança.”

História de amor mistura realidade e fantasia

Primeiro ato

Em uma pequena aldeia de camponeses, vive Giselle, jovem doce e humilde. No dia da festa da vindima, o fim da colheita da uva, a alegria de seu coração puro conquista o amor do duque Albrecht. Apaixonado, ele se veste de camponês e faz a corte à moça. Giselle, que acredita tratar-se apenas um rapaz da vila chamado Loys, apaixona-se por ele. Devido às diferenças sociais e por ser o noivo de Bathilde, a filha do Duque de Courland, esse amor jamais se realizará. Mesmo assim Albrecht mantém a farsa, alimentando as esperanças da jovem.

Entra em cena Hilarion, o jovem guarda-caças da vila, que também está loucamente apaixonado por Giselle. Ele tenta interromper o idílio, lembrando seu amor por ela. Mas Giselle, apaixonada por Loys, repele Hilarion, juntando-se alegremente às suas amigas e companheiros.

A chegada de uma grande comitiva de caça, encabeçada pelo Duque de Courland e sua filha Bathilde dá a Hilarion a oportunidade para se vingar, desmascarando seu rival durante a festa da aldeia, em que a jovem amada é coroada rainha da colheita. Surpreendida pela verdade sobre seu amado, Giselle, amargurada pela desilusão, começa uma dança frenética, enlouquece e suicida-se com a espada de Albrecht. Assim, termina a primeira parte.

Segundo ato

À meia noite, em meio a uma clareira na floresta, com árvores retorcidas e uma atmosfera de suspiros e lágrimas, se passa o baile mágico da Willis, espíritos de moças que morreram antes do dia do seu casamento. Para vingar-se, elas se reúnem e obrigam os rapazes que encontram pelo caminho a dançarem até a morte.

Neste lugar, Hilarion está de vigília na sepultura de Giselle. Surge uma sombra transparente e pálida. É Mirtha, a rainha das Willis. Em seguida surgem outras Willis, que se agrupam graciosamente em torno dela. Então, elas tiram Giselle de sua sepultura para iniciá-la em seus ritos. Albrecht chega trazendo flores e Giselle surge para ele, que tenta pegá-la, mas ela desaparece e ele sai à sua procura.

Neste momento, Hilarion é pego pelas Willis. Mirtha, a rainha, ordena que ele dance até à exaustão. As Willis começam então uma orgia alegre, dirigida por sua rainha triunfante, quando uma delas descobre Albrecht e o traz para o círculo mágico. Mas no momento em que Mirtha vai tocá-lo, Giselle se lança na frente de Albrecht, protegendo-o com a cruz de seu túmulo, até o momento em que surge a aurora, quebrando o poder da Willis.

Solistas

Robert Tewsley, artista convidado (Albrecht)

Formado no Royal Ballet School, o londrino Robert Tewsley foi bailarino principal no Ballet Nacional do Canadá, Ballet de Stuttgart e New York City Ballet e diretor no Royal Ballet. Atualmente atuando como bailarino free lancer, é constantemente convidado para se apresentar com suas ex-companhias e ainda com o Ballet da Ópera Estatal de Viena, La Scala de Milão, Novo Teatro Nacional de Tóquio, Ballet Santiago do Chile e Royal Winnipeg Ballet, para citar alguns. Dançou com Márcia Haydée um pas de deux de ‘Penelope’, criado por Christian Spuck, para uma produção de televisão. Em seu repertório, estão papéis como Siegfried, em ‘O lago dos cisnes’, Oberon, em ‘The Dream’, Romeu, em Romeu e Julieta’, e ‘Onegin’, de John Cranko, ‘A Bela adormecida’, de Nureyev, e ‘O despertar da primavera’, de John Neumeier, entre outros. Foi eleito o bailarino do ano, em 2002, pela revista Dance Europe, e indicado duas vezes para o prêmio Benois de la Dance por suas interpretações de Albrecht, em ‘Giselle’, e ‘Apollo’.

Filipe Moreira (Albrecht)

Filipe é natural da Cidade de São Paulo e começou seus estudos de ballet clássico com Ilara Lopes, estudando também com o professor Ismael Guizer. Como formação profissional estagiou na Cia Cisne Negro e Grupo Studio 3. Em 2003 prestou concurso oficial para o BALLET DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO e desde então vem se destacando em todas as temporadas da Cia tais como: O Lago dos Cisnes, Coppelia, Onegin (John Cranko), Sétima Sinfonia e A Criação (Uwe Scholz), assumindo em pouco tempo a posição de solista em papéis como: A Bela Adormecida (Pássaro Azul), Giselle (Pas-de-Six), La Fille Mal Gardée (Allan), e nos ballets Metafísica (Roberto Oliveira) e A Criação (Uwe Scholz. Teve a oportunidade de trabalhar no BTM com nomes internacionais no cenário da dança como Richard Cragun, Slavick, Gustavo Mollajoli, Boris Storojkov e Tatjana Thierbach.entre outros. Apresentou-se em 2002 como convidado na Gala do Mercosul e em 2005 na Mostra de Dança da Cidade de Belém. Apresenta-se também como convidado na Cia Brasileira de Ballet. Assim como é convidado também para apresentar-se em Galas e Festivais em todo o Brasil.

Cláudia Motta (Giselle)

Bailarina Principal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos com Valéria Moreyra. É formada pela Escola Estadual de Danças Maria Olenewa, onde estudou com Amélia Moreira, Regina Bertelli, Jacy Jambay e Pedro Kraszczuk. Frequentou aulas no Le Jeune Ballet de France, Ópera de Zurique, Bèjart Ballet Lausanne, San Francisco Ballet e American Ballet Theatre. Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba, e aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar com Miriam Guimarães, Maria Luíza Noronha e Sergio Lobato. No Ballet do Theatro Municipal trabalhou com nomes importantes, como: Jean-Yves Lormeau, Elizabeth Platel, Gustavo Mollajoli, Boris Storojkov, Slawa Muchamedov, Dennis Gray, Richard Cragun, Tatjana Thierback, Eugenia Feodorova, Tatiana Leskova, Márcia Haydée, J. Slavick, Dalal Achcar, Vladimir Vassiliev e Nathalia Makarova. Dançou em todas as grandes montagens da Cia, interpretando os principais papéis, entre elas: Suíte en Blanc (Serge Lifar – remontagem de Elizabeth Platel); Cardinal (Dalal Achcar); Sagração da Primavera (Nijinsky); Les Noces (Bronislava Nijinska); Trindade (Luiz Arrieta); Serenade – Bailarina Principal -(Valsa – George Balanchine); Divertissement n° 5 – Bailarina Principal – (George Balanchine); O Quebra Nozes – (Dalal Achcar); Les Sylphides (Mazurka – Michael Fokine – remontagem Eugenia Feodorova); Les Présages (Paixão, Bailarina Principal – Remontagem de Tatiana Leskova); Nuestras Valsas (Rosa – Vicente Nebrada); A Megera Domada (Bianca – John Cranko); Giselle (Giselle e Myrtha – remontagem de Sir Peter Write); O Lago dos Cisnes (Odete / Odile – remontagem de Eugenia Feodorova); La Bayadère (Gamzatti – remontagem de Natalia Makarova); A Bela Adormecida (Princesa Aurora – remontagem J. Slavick); Coppélia (Swanilda e Aurora – Henrique Martinez); Onegin (Tatïana – John Cranko); Grand Pas-de-Quatre (Marie Taglioni – Filippe Taglioni); Paquita (Bailarina Principal – remontagem de Hélio Bejani); Floresta Amazônica (Deusa – Dalal Achcar); A Criação ( Solo 4, trio 18/19, pas-de-deux 27 e pas-de-deux 29 – Uwe Scholz – remontagem de Tatjana Thierbach); Voluntaires (Bailarina Principal – Glen Tetley); Metafísica ( Bailarina Principal – Roberto Oliveira); Tão Próximos (contemporâneo – Henrique Rodovalho); Caos Arte ( Bailarina Principal – Marcella Gil); Grand Pas-de-Deux de Don Quixotte ; Grand Pas-de-Deux de O Corsário; Romeu e Julieta (Lady Capuleto – Vladimir Vassiliev – neste foi considerada a Melhor Intérprete no Mundo em suas remontagens, por Vladimir Vassiliev). Em La Bayadère, teve como partner José Manoel Carreño, Primeiro Bailarino do ABT; em Giselle, Jésus Pastor, ex-Primeiro Bailarino do ABT e, em O Quebra Nozes, Thiago Soares, Primeiro Bailarino do Royal Ballet. Seu repertório particular também inclui obras completas e grand pas-de-deux, como: Carmen; Don Quixote; O Corsário; Raymonda; A Bela Adormecida; Coppélia; Paquita; Giselle; Diana e Acteon; Gran Pas Classique; Esmeralda; Scheherazade. Ganhou Medalha de Ouro no Certámen Americano de Ballet, Buenos Aires, sendo considerada a Melhor Bailarina da América Latina no ano de 1994 no Concurso Internacional del Chaco, Argentina. Representou o Brasil na VIII Gala de Ballet Latino Americana, na cidade de Assunção, Paraguai, em 2004. Apontada como um dos maiores talentos dos últimos anos do Theatro Municipal do RJ e do país, foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, na categoria Artes Cênicas (ballet), pela Sociedade Cultural Latino Americana, por seu reconhecimento técnico, sua versatilidade e grande potencial artístico. Possui há 4 anos sua marca de artigos para dança, a BALLARE BY CLAUDIA MOTA. Atualmente inclui o quadro de grandes bailarinas do cenário mundial, sendo a única na América Latina a ser patrocinada pela marca de sapatilhas GAYNOR MINDEN, sendo assim, uma GAYNOR MINDEN ARTIST.

Márcia Jaqueline (Giselle)

Márcia Jaqueline, natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, onde aos 14 anos se formou, obtendo sempre nota máxima. Com apenas 14 anos, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a maior companhia de ballet clássico da América Latina. Atualmente ocupa o cargo de Primeira Bailarina, recebendo elogios por suas performances de toda crítica de dança no Brasil. É detentora de diversos prêmios em concursos nacionais, tais como: Primeiro Lugar e Bailarina Revelação do Concurso Brasileiro de Dança (CBDD – RJ); Primeiro Lugar no Festival de Danças de Joinville; Primeiro Lugar no Festival de Dança Alice Arja (RJ), entre outros. Participou como solista convidada de várias galas em cidades do Brasil e do exterior, dentre elas: Gramado (RS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Bahia (BA), Corumbá (MS), São Luís (MA), Belém (PA) Campos de Goytacazes (RJ), Campina Grande (PB), Londrina (PR), Indaiatuba (SP), Montevidéu e Punta Del Este (Uruguai), Assunción (Paraguai), Toronto (Canadá). “Você não se torna uma grande Giselle de um dia para o outro. Mas vejo a essência da bailarina e a Márcia Jaqueline tem grandes possibilidades. Tenho muita esperança nela”  Peter Wright (Coreógrafo de Giselle). Em seu repertório estão incluídos: Grand Pas-de-Deux: Don Quixote, Cisne Negro, Bodas de Aurora, Pássaro Azul, Coppélia, O Corsário, Águas Primaveris, Diana e Acteon, Paquita, O Quebra Nozes, Esmeralda, Arlequinade, Giselle, La Bayadére. Solos: Giselle (pax-de-six e duas willis), Coppélia (amiga, prece e aurora), Nuestras Valsas (Jump), Paquita (pás-de-trois), La Bayadère (variação das sombras), Les Sylphide (mazurka), Suíte de Raymonda (casal principal), Serenade (russa), Divertimento (5 casais), Sétima Sinfonia, A Criação (Solo 7-8, Adão e Eva), O Lago dos Cisnes (grandes cisnes e pas-de-trois), O Quebra Nozes (Boneca 2, Valsa das Flores, Clara). Contemporâneos: La Valse, Novos Ventos, Caos Artes e Capricho. Papéis Principais: O Lago dos Cisnes, La Bayadére, Onegin, La Fille Mal Gardée, A Bela Adormecida, Giselle, Coppélia, O Quebra Nozes, Voluntaries, Floresta Amazônica. Trabalhou com artistas de renome, tais como Lázaro Carreño, Gustavo Mollajoli, Natalia Makarova, Olga Evreinoff, Vladimir Vasiliev, Richard Cragun, Dennis Gray, Eugenia Feodorova, Slava Muchamedov, Boris Storojkov, Emilio Martins, Dalal Achcar, Tatiana Leskova, Jean-Yves Lormeau, Elizabeth Platel, Sérgio Lobato, Amélia Moreira, Regina Bertelli, Jacy Jambay, Consuelo Rios, Edy Diegues, Peter Wright.

SERVIÇO

Ficha técnica:
Ballet Giselle
Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Música: Adolphe Adam
Libreto: Théophile Gautier e Vernoy de Saint-Georges
Coreografia: Sir Peter Wright (segundo Perrot e Coralli)
Regência: Silvio Viegas
Bailarinos principais: Claudia Mota, Márcia Jaqueline, Filipe Moreira e Robert Tewsley (artista convidado)
Direção e mis-en-scène: Desmond Kelly
Cenários e figurinos: Peter Farmer
Diretor Artístico do Ballet do Theatro Municipal: Hélio Bejani

Solistas:
Dias 15, 17, 19, 21 e 23/04
Claudia Mota (Giselle) e Robert Tewsley (Albrecht)

Dias 16, 20 e 24/04
Márcia Jaqueline (Giselle) e Filipe Moreira (Albrecht)

Temporada:
Estreia: 15 de abril, sexta-feira, às 20h
Dias 16, 19, 20 e 23 de abril às 20h
Dias 17, 21 e 24 de abril às 17h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: 2299-1711

Preços:

  • Plateia e balcão nobre – R$ 84,00
  • Balcão superior – R$ 60,00
  • Galeria – R$ 25,00
  • Frisas e camarotes – R$ 84,00 (por assento)

Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 2h (com intervalo)

Informações: (21) 2332-9191
Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 

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